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9 Diferenças entre pilates clássico e contemporâneo

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Você realmente conhece as diferenças entre pilates clássico e contemporâneo?

Pilates clássico e contemporâneo! Muitas são as dúvidas que giram em torno desse universo do pilates clássico e contemporâneo e talvez por isso, muitas são as críticas que aparecem em relação a uma linha e outra. Para escrever esse artigo me baseei inegavelmente na minha experiência em ambas e serei imparcial em apontar as principais diferenças existentes entre elas.

1. Exercícios (pilates clássico e contemporâneo)

O método clássico principalmente segue as sequências e exercícios propostos por Joseph Pilates, podendo apresentar pequenas variações do mesmo movimento conforme a linha estudada. Possui uma ordem pré-definida, número de repetições, transições entre os movimentos e não possui pausas. É um método de condicionamento físico. Ao contrário do que muitos pensam, não é um método inflexível. Os movimentos são construídos de forma gradual e podem ser adaptados conforme a necessidade e as limitações de cada pessoa.

Já no método contemporâneo os exercícios são livres e ademais não existe uma sequência nem um número de repetições e ordem pré-estabelecidos. O programa de exercícios é elaborado pelo instrutor tendo em vista seus objetivos com cada cliente. Geralmente são explorados exercícios novos a cada atendimento. É muito utilizado para reabilitação pelos fisioterapeutas como recurso de cinesioterapia e como condicionamento pelos profissionais de educação física.

2. Equipamentos do pilates clássico e contemporâneo

No método clássico utilizam-se os equipamentos e acessórios criados por Joseph Pilates. Eles possuem as medidas fiéis descritas por ele permitindo assim o posicionamento correto para os exercícios.

No pilates contemporâneo também são utilizados os equipamentos criados por Joseph, porém, as medidas variam conforme a marca do fabricante. As alterações feitas podem facilitar ou até dificultar a execução de um exercício clássico por exemplo. Entretanto, elas permitem a criação de mais movimentos podendo o instrutor explorar ainda mais o equipamento. Os aparelhos contemporâneos possuem mais molas do que os clássicos. Por exemplo, o reformer costuma ter 5 molas ao invés de 4 e com diferentes cargas; a step chair possui 4 molas enquanto a wunda e a high chair possuem apenas 2.

Além disso, podem-se utilizar muitos acessórios de outras modalidades para tornar a aula mais criativa como faixa elástica, fitball, tonning ball, rolo, entre outros.

Mulheres em cima de fitballs verdes em aula de pilates contemporâneo
Aula de Pilates Contemporâneo

3. Ritmo da sessão

No pilates clássico

No curso de pilates em Porto Alegre sempre explico que durante uma sessão de pilates clássico, o instrutor sempre nomeia os exercícios antes de passá-lo para o cliente. Dessa forma, o praticante aprende com o tempo o nome dos movimentos tornando a aula mais fluída, uma vez que o profissional pode apenas falar o nome e o cliente já executa o exercício.

As aulas não são iguais, porém existe a repetição dos exercícios para gerar um aprendizado e uma evolução. O cliente nunca irá avançar se o corpo não estiver pronto para isso mesmo que seja necessário repetir o movimento por diversas aulas. Um aluno que pratica pilates há 5 anos não quer dizer que seja intermediário e muito menos avançado. Ele pode ser iniciante ainda dependendo do seu condicionamento e preparação para os movimentos. No pilates clássico se prioriza muito a base. Você deve ter uma base sólida para construir movimentos com segurança e somente depois avançar no método.

No pilates contemporâneo

No método contemporâneo não é comum nomear os exercícios, até porque muitos deles são de criação dos instrutores.

Os exercícios dificilmente irão se repetir a cada aula. As sessões exigem do instrutor mais dinamismo e criatividade na variação e criação de novos movimentos. Aqui identifico dois fatores que todo profissional deve ficar atento. O primeiro deles é saber em que nível seu cliente está. Isso pode se tornar um problema quando ele for fazer uma aula com outro instrutor na sua ausência por exemplo. Como não existe um padrão, o que é avançado para um pode ser super avançado para outro. O segundo fator é se perder no que são movimentos funcionais e criar exercícios mirabolantes. Infelizmente observamos isso com frequência nas redes sociais. Tenha em mente sempre o objetivo que você quer com cada exercício e se ele realmente é funcional para seu aluno.

4. Comando verbal

Durante uma aula de pilates clássico existe um desgaste muito grande do instrutor em relação à voz. Tudo se constrói e se baseia através do comando verbal. Não é comum instrutores clássicos demonstrarem os movimentos. As aulas são basicamente instruídas através do comando e é de extrema importância o profissional saber se expressar de forma clara e objetiva. Algumas linhas do clássico sequer permitem o toque, apenas quando muito necessário, mas são poucas.

As aulas de pilates contemporâneo não são tão rígidas quanto a isso. Na verdade a forma de passar o exercício para o aluno vai da escolha de cada profissional. Há os que optam por instruir os movimentos através do comando verbal, outros demonstrando, mas o toque se vê muito presente. Nenhum está certo ou errado. Você tem que escolher a melhor forma de trabalhar e se fazer entender pelo seu cliente.

5. Autonomia

O pilates clássico trabalha para dar autonomia a seu praticante. Com exceção das primeiras aulas onde o instrutor irá apresentar os equipamentos, os alunos que fazem os ajustes necessários para cada movimento. Eles que trocam as molas, que posicionam as alças nos pés, que preparam a barra push through no cadillac e assim por diante. No reformer, por exemplo, os alunos fazem todos os ajustes, pois isso também faz parte da sequência a ser seguida.

mulheres realizando exercicio control balance de pilates clássico
Aula de Pilates Clássico

6. Powerhouse e respiração

Todos conhecemos os princípios do método pilates: concentração, centralização, controle, fluidez, respiração e ademais, precisão.

O pilates clássico vê o método como uma filosofia de vida. É preciso vivenciá-lo para entender realmente o que é o powerhouse e a conexão que deve existir em todo o corpo. Para isso, claro, deve-se ter muita concentração. Os demais princípios vêm com a prática e com o aperfeiçoamento que vão determinar a qualidade do movimento. A respiração é exigida nos exercícios quando ela da um suporte e uma potência a eles. São exercícios conhecidos como respiratórios. É o caso do hundred, double leg stretch e spine stretch forward do mat, coordenation e backstroke da série do reformer. Nos exercícios que não são denominados respiratórios a inspiração e a expiração é livre. O cliente irá respirar normalmente preocupando-se mais com a conexão e a ativação do powerhouse.

Os mesmos princípios estão presentes no pilates contemporâneo. Neste observamos uma preocupação maior com a respiração, que será exigida em todos os movimentos. A ativação do powerhouse também está presente, porém em menor proporção. Vemos muito isso nas aulas contemporâneas e nos cursos de pilates para fisioterapeutas de empresas que não são clássicas

7. Primeira Aula do pilates clássico e contemporâneo

No pilates clássico a aula inicia no reformer. É nesse momento que o cliente será avaliado pelo instrutor. O reformer é um equipamento que estimula o corpo de forma uniforme e por isso é utilizado também como instrumento de avaliação. O profissional identifica as facilidades e dificuldades de cada aluno, traça seus objetivos e trabalha o restante da aula nos equipamentos que atendem as necessidades especiais (cadillac, chairs e barrels).

No método contemporâneo cada profissional inicia da forma que acha mais viável com cada aluno. Alguns começam com alongamento, outros com aquecimento, outros com exercícios de respiração. Não existe uma regra. Pode-se iniciar no mat, na bola ou em qualquer equipamento. Não existe um padrão para avaliação. Cada instrutor desenvolve sua forma de avaliar e padroniza no studio. Geralmente essa inclui uma anamnese e avaliação postural.

professora de pilates clássico ensinando o exercicio mermaid no reformer contemporâneo para aluna
Aula de Pilates no Reformer

8. Finalização de aula no pilates clássico e contemporâneo

No método clássico o cliente sempre finaliza sua aula em pé, terminando a sessão com o corpo energizado e ativo. Existem exercícios no mat, no cadillac, no wall e com acessórios que são considerados finalizações de aula.

No método contemporâneo a finalização irá variar conforme a escolha do instrutor. Pode ser um alongamento passivo, uma massagem, uma terapia manual ou técnicas de respiração.

9. Música ambiente

No método clássico não há música. O aluno deve estar 100% concentrado e dedicado a sua prática. Ruídos, conversas e música são fatores que levam a distração, porém, não costumam ser permitidas.

No pilates contemporâneo a maioria dos studios trabalha com música ambiente.

Mas afinal, qual o melhor?

São métodos diferentes. Não existe o certo e o errado. O mais importante é o aluno encontrar o que melhor se adapta ao seu corpo e sua mente. A atividade deve ser prazerosa e ambos feitos com dedicação trarão resultados positivos. Para o instrutor aconselho conhecer os dois métodos. Escolha trabalhar com aquele que você se identifica mais. Minha dica é: se você é um profissional contemporâneo tenha conhecimento dos exercícios clássicos mesmo que não trabalhe com o método em si. Se você é um profissional clássico não seja tão rígido. Conheça as diferentes linhas que existem e mantenha a mente aberta para variações que você possa encontrar. Não existe verdade absoluta! Não importa a linha que você escolher. Trabalhe com dedicação e comprometimento e respeite os profissionais que trabalham diferente de você!

Gé Horak é fisioterapeuta formada em pilates clássico e contemporâneo e teacher trainer Alves Pilates

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