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Qual É O Papel Do Fisioterapeuta Na Unidade De Terapia Intensiva?

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Que o fisioterapeuta é um profissional que pode conseguir muitas chances de trabalho, não é novidade.

Um dos setores desse ramo fica por conta dos profissionais que atuam na área de terapia intensiva.

Esse setor acaba sendo muito delicado e ao mesmo tempo, muito especial, pois faz com que o profissional consiga lidar com pacientes em estados muito graves e bastante limitantes.

Sendo assim, exigem um cuidado muito maior e uma noção muito mais profunda da área.

Se você tem interesse nessa área mas não entende muito bem sobre ela e nem qual sua relevância, continue lendo este post.

Importância Do Fisioterapeuta Na Terapia Intensiva

Importância Do Fisioterapeuta Na Terapia Intensiva

Quanto mais o tempo passa, mais o fisioterapeuta que atua na área intensiva acaba sendo vital e tem se tornado referência na área de cuidados com pacientes em estados críticos.

No início, a profissão tinha como foco apenas não deixar o paciente morrer. Para isso, somente cuidados por meio das técnicas de fisioterapia bastavam.

Com o passar do tempo, a profissão foi adotando outros tipos de cuidados até que chegassem nos tempos atuais.

No qual, o fisioterapeuta é um dos responsáveis por manusear os aparelhos de assistência ligados ao paciente.

Só para ilustrar:

A pesquisa moderna aponta que a fisioterapia abrangente para pacientes criticamente enfermos pode encurtar o seu tempo de permanência na unidade de terapia intensiva em até 40%

Portanto, hoje, o objetivo continua o mesmo. No entanto, o profissional trabalha para que esse paciente tenha o mínimo de sequelas possível.

E, fique apto a se adequar a sociedade com um tempo menor de internação e recuperação mais eficaz.

O fisioterapeuta cuida então do paciente em estado crítico até que ele tenha alta. Portanto, dá todo apoio necessário de modo integral.

Procuram dar suporte na área respiratória e motora para que o paciente passe menos tempo internado.

Ainda, o trabalho do fisioterapeuta continua mesmo depois do paciente sair do hospital. Sendo assim, instruem a família para que os cuidados possam se manter em casa.

Papel Do Fisioterapeuta Com Cuidados Críticos

Papel Do Fisioterapeuta Com Cuidados Críticos

A saber:

Toda a evolução tecnológica e científica, exigiu do fisioterapeuta um ensino específico.

A razão disso é para que o fisioterapeuta possa ter várias opções que vão de:

  • Assistência;
  • Avaliação;
  • Monitorização;
  • Formação;
  • Administração;
  • E investigação científica.

Todo profissional de terapia intensiva acaba dando ao paciente um auxílio com base em regras médicas.

Sendo assim, eles tem total aptidão para fazer avaliações corretas do quadro dos pacientes para que possam aplicar a melhor solução.

Desse modo, são capazes de avaliar os prós e contra de cada método aplicado.

Tudo feito dentro dessa área tem como meta ajudar a vida do paciente para que ele melhore o mais rápido possível e saia do estado crítico.

O fisioterapeuta tem então dois focos principais enquanto trabalha:

  • Cuidar da respiração: tudo sobre suporte ventilatório, como ventilação mecânica não invasiva e invasiva e oxigenioterapia.
  • Cuidados motores do paciente: tudo referente a fortalecimento, reabilitação e prevenção de deformidades e complicações.

Como já foi dito, o paciente em UTI se encontra em estado crítico. Portanto, é função do fisioterapeuta exercer seus saberes.

O trabalho do profissional foca quase que todo em estimular a boa ação das vias aéreas e dos músculos respiratórios.

Tudo para que seja facilitado ao máximo um bom fluxo de ar. O apoio desse profissional com o enfermo, previne que outras doenças sejam desenvolvidas.

Atividades comuns

Dentro das atividades mais comuns em uma UTI, o fisioterapeuta exerce as seguintes funções:

  • Controle da respiração;
  • Estimular força dos músculos;
  • Evitar que fluxos fiquem reunidos no respirador;
  • Melhoramento de oxigênio do enfermo;
  • Entre outras ações.

Como Os Profissionais Fazem Os Procedimentos

Como Os Profissionais Fazem Os Procedimentos

Há várias fases de tratamento que são feitas de acordo com o que o paciente precisa. Portanto, os exercícios e técnicas são distintos em cada caso.

Para saber o que fazer e como fazer, é preciso que o profissional tenha noção que baste para que saiba trabalhar de modo certo os exercícios de respiração.

Portanto existem técnicas para que se possa remover secreções com cuidado, por exemplo, e para treinar o músculo e expandir os pulmões.

Dentro de toda UTI você achará sempre a presença de um profissional com especialidade respiratória.

Seu papel é vital para que os riscos acabem sendo baixos e as complicações sejam evitadas. Ainda mais quando são problemas de respiração.

Além disso, é bom que um fisioterapeuta esteja na UTI para que o risco de infecção seja baixo e os sinais vitais sejam cuidados de perto.

Um dos pontos básicos no papel do profissional dentro de uma UTI é ser sensível.

Portanto, é demasiado importante que a relação do enfermo e profissional seja humana. Isso é um dos destaques que é preciso ter para atuar nessa área.

Afinal, o fisio lidará com a vida de outra pessoa. Ter tecnologia de ponta e um local confortável são bons. Mas quando se têm um atendimento que esteja atento a pequenos pontos é um grande destaque.

Isso fará com que a família do paciente se sinta mais acolhida e respeitada, pois sabem que dentro do leito, há alguém que se importa com a cura da pessoa. 

Portanto, mais do que cuidado com esse paciente, o profissional também deve ter um cuidado ético com o familiar.

Tudo isso contribui não só para que a recuperação do indivíduo aconteça da melhor forma, mas também que todo o processo seja de modo sério e com qualidade.

Uma experiência com Pilates na UTI

Sim, exatamente isso. A fim de melhorar sua leitura e com o intuito de que possa entender melhor o papel que o pilates pode fazer na UTI, relato a partir de agora um caso fantástico com pacientes no Brasil.

Com o intuito de melhorar a vida de diversos pacientes, Érica Tremura, fisio, vem utilizando o método pilates em suas sessōes. Assim sendo vamos relatar tudo com suas próprias palavras:

Fisoterapeuta Erica na UTI

“Case” de pilates na UTI 

“Tudo que envolve Pilates me interessa desde que conheci o Método em 2004. Aliás, sempre adorei a parte da história do Pilates que retrata o mestre “Joe” usando as molas das camas na ilha de Man.

Conforme relata a história foi onde ficou recluso durante a I Guerra Mundial, a fim de tratar pessoas feridas e doentes através da Contrologia, nome de sua técnica à época.  

Joseph Pilates com suas invençōes
Joseph Pilates, criador do método

História inicial e desejo de usar o método pilates:

“Sou Fisioterapeuta, e desde que me graduei, trabalho em Unidades de Terapia Intensiva, como também com Pilates, e confesso, que sempre imaginei como seria aplicar o Método Pilates nos leitos de hospital. 

Em fevereiro deste ano, junto com o Fisio Rogério Costa Barros (Fisio Intensivista, também com Formação em Pilates), pude realizar este desejo e ademais unir meus dois campos de trabalho: a fisioterapia intensiva e o Pilates. 

Ganhamos a liberação para realizar um ensaio para aplicar o Método Pilates em alguns pacientes da UTI. Foi a concretização de um sonho, ” diz Érica Tremura.

Mas como foi feita a seleção de pacientes?

“Fizemos a triagem dos pacientes que mais poderiam se beneficiar do método e  usamos molas, alças, bolas de peso e ademais o Pilates com todos os seus princípios. Escolhemos em primeiro lugar dois pacientes que estavam lúcidos, comunicantes, monitorizados e em ventilação espontânea. “

Quem foi o paciente escolhido em primeiro lugar?

O primeiro paciente foi um homem, adulto-jovem, obeso, no segundo dia de pós-operatório de tumor de timo, ainda com drenos e curativos na região do pescoço, com liberação médica para a fisio motora.

Estava sentado na poltrona, lúcido, em ventilação espontânea e assim sendo aceitou participar da prática (assinou o termo de permissã  para uso de imagem).

Antes de tudo explicamos sobre o método e o ensino de seus princípios. Instalamos as molas no equipo de soro e nas bombas de infusão e fizemos exercícios de mobilização e força de membros superiores e inferiores (arm circles e legs circles com variações). 

Durante o exercício, a saturação periférica de oxigênio subiu. O paciente finalizou os 30 minutos de atividade sem nenhuma mudança e relatou sensação do relaxamento. 

Fisoterapeuta e pilates na UTI
Érica e o primeiro paciente na UTI

Em segundo lugar quem foi sua outra paciente?

A segunda paciente foi uma mulher, idosa,  no sétimo dia de pós-operatório de tumor no encéfalo, hemiparética, com liberação médica para a fisio motora.

Estava no leito em decúbito dorsal com a cabeça elevada. A família assinou o termo de permissão para o uso de imagem. Instalamos as molas no leito e  explicamos a técnica, mas neste caso, foi necessário ajudar no movimento devido à falta de força muscular e coordenação. 

Foram feitos exercícios de mobilidade e força de membros superiores e inferiores (arm circles e legs circles com variações).   Com o auxílio das molas ela conseguiu realizar alguns movimentos sozinha. 

Também houve elevação da saturação periférica de oxigênio durante a aplicação do Pilates. Ao final dos vinte minutos de aplicação do método ela dormiu tranquila. Não houve intercorrência. 

Fisioterapeuta e pilates na UTI
Érica com a segunda paciente na UTI

Em conclusão qual foi o desfecho dos resultados?

Em primeiro lugar o ensaio inicial nos permitiu concluir que os pacientes sentiram-se revigorados e ademais relaxados com o método e que houve portanto a melhora da oxigenação constatada pela oximetria de pulso. 

E que ademais a equipe da unidade mostrou-se bastante receptiva para a implantação do Método. 

A saber:

A princípio fizemos então, um Projeto de Pesquisa para um estudo mais profundo a fim de elaborar diretrizes de atenção do Método Pilates em Unidades de Terapia Intensiva.

Com o fim de melhorar a qualidade de vida dos nossos pacientes fizemos um protótipo de uma barra de molas específica para o leito do hospital, com intuito de facilitar o encaixe das molas e o trabalho da equipe. 

Como está este projeto no momento?

A pandemia pegou o mundo todo de surpresa e dessa forma o Sars-Cov2 adiou o andamento deste projeto.  Mas decerto vamos seguir o ensino e a prática de Joseph a futuro.

Só para ilustrar:

Finalizo com uma das muitas frases de Joseph:  “… o Pilates não é um sistema de exercícios projetados para produzir apenas músculos (…) deixando assim o corpo com menos graça e flexibilidade e sacrificando o coração e os pulmões”.  “A circulação é o que cura”.

Érica Paula Tremura Barbosa é fisio formada pela UESB, Mestre pela UESB, intensivista do Hospital Geral de Vitória da Conquista-Ba. e professora de cursos de pós-graduação e Certificação em Pilates. 

Instagram: @ericatremura

Como o método pilates é usado nos dias de hoje na UTI?

A saber:

Acima de tudo é preciso dizer que existem relatos pelo mundo de que o método é usado em diversos hospitais desde muito tempo.

Começou com famoso doutor Henry Jordan que passava pacientes para Carola Trier e Joe Pilates, até os dias de hoje onde temos o médico experto em pilates terapêutico Juan Bosco Calvo.

Juan deriva muitos pacientes à sua equipe de fisios.

Todos os relatos desses profissionais mostram resultados ótimos. Desde a melhoria da respiração até mesmo ao sistema muscular. Os acessórios mais usados em UTI são: molas, o círculo mágico e o breath a cizer.

Com certeza muitos médicos vão indicar a futuro, pacientes de UTI para a equipe de fisios de diversos hospitais.

Portanto a técnica é uma forma eficaz de tratar a muitos pacientes e melhorar a vida deles.

Em conclusão

Conclusão

Vimos então como funciona um fisioterapeuta que trabalha no setor de UTI.

Seu trabalho é muito delicado e exige muita noção e técnica. Por se tratar de pacientes que estão em estado crítico, todo trabalho deve ser prudente.

Além disso, não só as destrezas e clareza importam. Para atuar na área de terapia intensiva, é preciso que você seja sensível ao próximo.

Isso fará com que seu trabalho seja mais completo e eficaz. Além disso, por ser um meio delicado, as vezes se faz necessário participar de outras atividades.

Portanto, conheça mais sobre o pilates e veja o que ele pode agregar em sua vida!

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Artigo aprovado por Daniele Castro, fisioterapeuta formada nos cursos da Alves Pilates e chefe de redação do blog.

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