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Padrōes respiratórios no pilates

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Padrōes respiratórios no pilates?

Padrōes respiratórios no pilates: é importante saber principalmente, antes de iniciar a leitura, que o tema respiração e padrão postural foi previamente testado e estudado sobretudo nas nossas aulas de pilates que foram realizadas no Uruguay , Chile e no Brasil (no nosso curso de pilates em Bauru).

Respirar é um dos eixos centrais do Método e como disse Joseph “o último princípio, será o primeiro na sua mente”. Nesta primeira parte, faremos uma visão geral da relação da respiração com a coluna. Semelhantemente veremos todo o padrão postural e o princípio da respiração no Pilates. Posteriormente, analisaremos pontos específicos sobre o assunto.

foro de homeme mulher com os sistemas corporais

4 partes do corpo que atuam como diafragma:

A maioria das pessoas considera principalmente apenas a existência de um diafragma, aquele que tem formato de para-quedas, do sistema respiratório, e às vezes até isso é negligenciado na prática de exercícios físicos. Mas surpreendentemente temos 4 “diafragmas” ou partes do corpo, que atuam de forma coordenada e atuam diretamente na mobilidade da coluna.

Cada setor do corpo precisa e lida com um tipo diferente de pressão. A pressão intra-abdominal não é o mesmo que a pressão intracraniana, por exemplo. Então, cada “diafragma”, composto sobretudo de tecido fascial, regulará a pressão em seu setor.

São eles:

  • Intracraniano,
  • Bucal ou cervical,
  • Respiratório ou abdominal
  • Pélvico (ou assoalho pélvico).

Não é nosso interesse nos aprofundar nas funções de cada um deles neste artigo, mas é importante visualizar que todos os 4 se movem ritmicamente e ao mesmo tempo, descendo e subindo, igualmente separando cavidades e regulando pressões e fluidos, ademais em um ritmo que deve ser harmonioso, constante e fluente.

Inegavelmente temos que considerar a influência que eles têm na coluna vertebral. Por exemplo, o diafragma abdominal, une-se à coluna pelas 5 vértebras lombares. Seu movimento constante para cima e para baixo exerce inevitavelmente uma ação que condicionará a posição dessas vértebras, músculos, ligamentos e tendões relacionados, do nascimento à morte.

Nossa recomendação sobre os padrōes respiratórios no pilates:

De maneira idêntica ao relatado anteriormente, as características pessoais e únicas do padrão respiratório de cada indivíduo definirão o padrão postural sob influência direta.

Assim, recomendamos sempre que o profissional do pilates faça uma observação e determinação do padrão respiratório de cada paciente ou cliente que inicia a prática do método.

E que o façam, antes, em sessão individual, para também voltar a treinar e introduzir modificações favoráveis. Ou pelo menos traçar um plano de treino a esse respeito.

muleres sentadas treinando padrōes respiratórios no pilates

Definindo os padrōes respiratórios no pilates:

Antes de iniciar uma aula ou sessão, o profissional do pilates deve entender como funciona a respiração. Semelhantemente devemos entender como deve ser feita corretamente e qual é o seu impacto no nosso corpo.

Em cada ciclo respiratório normal, duas fases se distinguem devido à expansão e retração da caixa torácica, que é composta por:

  • Diafragmática ou baixa
  • Pulmonar ou média
  • Clavicular ou alta

Vamos nos concentrar, desta vez, nos dois primeiros.

Torácica

Expansão da caixa torácica seguida de elevação da clavícula na inspiração. É mais superficial. Apenas a parte superior dos pulmões é usada. Requer maior esforço muscular, portanto, requer aumento da frequência respiratória para fornecer o oxigênio necessário.

Diafragmático

Uma expansão para fora da cavidade abdominal é observada. É mais profundo. É utilizada toda a capacidade pulmonar, inclusive o terço inferior, onde está o maior número de vasos sanguíneos. Exige esforço muscular mínimo, portanto, uma frequência respiratória mais baixa é necessária para fornecer o oxigênio necessário.

Aqui estão alguns conselhos que você pode seguir para observar padrōes respiratórios:

Definir o padrão respiratório.

Defina se o padrão respiratório tende a ser clavicular, torácico ou abdominal, sendo um deles predominante. Em cada caso, isso irá modificar o equilíbrio de força e elasticidade dos músculos que correspondem a esta ação (x por exemplo. Na respiração clavicular, a parede da costela é elevada com a intervenção de músculos do pescoço como o trapézio, gerando uma modificação na postura de vértebras cervicais, devido à hipertonia de algumas delas. Até o bruxismo pode estar indiretamente ligado a este gesto respiratório)

Observar a mobilidade.

Verifique se há boa mobilidade da parede das costelas em todas as direções, para a frente, para trás e para os lados. Caso contrário, aplicaremos exercícios de ativação como colocar as duas mãos na parte inferior da parede das costelas, em frente ao tronco, tocar os dedos maiores na boca do estômago e, ao expirar, tentaremos fazer esses dedos sobre a cruz. Conforme inspiramos, tentaremos separá-los novamente.

Entre em ação com exercícios específicos para a zona observada.

Exemplo: se o padrão respiratório for clavicular, trabalharemos primeiro os exercícios de mobilidade do omoplato e enfatizaremos o retorno da mobilidade ao esterno, que certamente estará um pouco rígido. Podemos auxiliar o aluno apoiando a palma da mão no esterno e pressionando para baixo e levemente obliquamente ao expirar, procurando que ela desça e se afaste dos ombros. Você também precisará de exercícios que abram o peito, alongando as fibras dos peitorais menores e maiores. E então a ativação das serrilhas que auxiliam a parede das costelas nos processos inspiratório e expiratório.

Exercitar músculos profundos sinergistas adicionais ao padrão respiratório.

Se detectarmos maior mobilidade abdominal do que em outras áreas, além de ativar a parede costal e tudo já mencionado, buscaremos inspiração para nos mantermos baixos e profundos, mas mobilizando levemente todo o abdome em torno do “Centro ou Casa de força” e ativando o transverso em a exalação.

Sempre ativar o transverso abdominal.

A incorporação da contração transversal é necessária em todos os casos. Este está intimamente ligado ao diafragma porque ele compartilha tantas inserções e colabora na expiração, além de estabilizar a postura do tronco em relação à pelve. Sua ação é melhor quando combinada com o resto do abdômen.

Torna-se vital para a técnica pilates, conseguir uma respiração focada no costal, o que ajuda a proteger o transverso, e melhora semelhantemente a proteção da região lombar para cargas.

Princípio da respiração.

“A primeira lição é aprender a respirar bem. Para melhorar a respiração do indivíduo, é insuficiente simplesmente dizer-lhe para inspirar e expirar. Somente quando o funcionamento da respiração correta é compreendido é que ela pode ser transmitida de forma adequada ”. Joseph Pilates.

mulher sentada treinando padrōes respiratórios no pilates

Padrōes respiratórios no pilates: quais são os princípios do método pilates?

Respirar é um dos 6 princípios da técnica pilates.

Os princípios da técnica Pilates são a base sobre a qual todos os exercícios são desenvolvidos. Esses princípios devem atuar simultaneamente no momento da execução do movimento, sendo:

Centralização, concentração, controle, precisão, respiração e fluência.

A respiração é uma das funções vitais mais importantes, e inegavelmente a respiração correta é fundamental e faz parte integrante de cada exercício, estando sempre coordenada com o movimento.

Em síntese, como explicado no seu livro “Your Health”, um dos principais objetivos de Joseph ao desenvolver seu método é principalmente limpar a corrente sanguínea por meio da oxigenação e aumentar a eficiência de assimilação de oxigênio e a capacidade respiratória.

Afinal quais são as conclusōes de Joseph Pilates?

Em conclusão Joseph explica ademais de que a melhor técnica para respirar é uma expiração completa e forçada que “expulsa até a última respiração dos pulmões”, seguida por uma inspiração completa. Além disso, uma boa respiração ajuda a controlar os movimentos e facilita a estabilização e a mobilização da coluna e dos membros.

Respiração e postura

Como podemos ver, a maioria dos músculos do sistema respiratório estão conectados com as vértebras cervicais e lombares de forma que a respiração influencia a estabilidade e postura da coluna e ao mesmo tempo a posição da coluna gravita na qualidade e a velocidade da respiração; conseqüentemente, uma boa respiração também significa uma boa postura.

Qualquer disfunção adquirida, alteração estrutural, dor, história de lesões, desequilíbrios / disfunções musculares, ocasionará alterações posturais globais que podem dificultar o grau de expansão pulmonar, reduzindo assim a capacidade ventilatória.

Em conclusão ao artigo padrōes respiratórios no pilates podemos dizer que:

Ao substituir a respiração superficial por uma respiração profunda e consciente, os benefícios para o corpo são muitos. Ao otimizar a ventilação, a circulação sanguínea melhora, o sistema imunológico é fortalecido, as doenças respiratórias são prevenidas, entre muitas outras coisas; ademais a eliminação de toxinas é mais eficiente e há uma melhora na disposição e portanto, no bem-estar geral.

Artigo realizado pela profissional de pilates Erica Olivera e pela fisioterapeuta (kinesióloga) Beatriz Silva Céspedes.

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