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Pilates para doenças reumáticas

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Introdução ao artigo sobre pilates para doenças reumáticas:

Pilates para doenças reumáticas, o artigo, foi escrito em base à uma surpreendente pesquisa de revisão sistemática que você lerá mais abaixo. Veremos abaixo e em primeiro lugar principalmente o resumo dessa pesquisa. Já em segundo lugar veremos a pesquisa em si, transformada em artigo para sobretudo melhorar a comprensāo da leitura. Que desfrute sua leitura do tema:

OS EFEITOS DO MÉTODO PILATES EM PACIENTES COM DOENÇAS REUMÁTICAS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Resumo geral do que você verá no artigo pilates para doenças reumáticas:

Objetivo:

Revisar sistematicamente sobretudo através de ensaios clínicos randomizados se a prática do método Pilates altera por conseguinte a sintomatologia de indivíduos com doenças reumáticas.

Métodos:

Foi realizada uma busca nas bases de dados Pubmed, Science Direct e Scopus. Veremos portanto ensaios clínicos randomizados que principalmente avaliaram os efeitos do método Pilates em pacientes com doenças reumáticas associado ou não com outras técnicas.

Resultados:

De conformidade com os 1713 estudos identificados, seis foram incluídos. Dois estudos foram realizados com pacientes com espondilite anquilosante, um com pacientes com fibromialgia, um com mulheres com osteoporose pós-menopausa, um com jovens com artrite idiopática juvenil e ademais um com pacientes com esclerose múltipla.

O método Pilates mostrou resultados superiores na qualidade de vida, funcionalidade e da mesma forma na diminuição do quadro álgico em todas as doenças avaliadas quando comparado a outras técnicas. Pacientes com espondilite anquilosante, artrite idiopática juvenil e esclerose múltipla apresentaram melhora ademais da mobilidade articular e amplitude de movimento. Por analogia apenas dois estudos avaliaram os efeitos do método com o destreino e não houve diferença significativa entre as técnicas. Não foi realizada metanálise devido as diferentes patologias e sobretudo aos os desfechos avaliados.

Conclusão:

O método Pilates é eficaz e seguro para a diminuição da dor, melhora da funcionalidade, mobilidade articular e qualidade de vida em pacientes com doenças reumáticas de tal forma que pode ser incluído como forma de tratamento.

Palavras chave: doenças reumáticas; revisão; terapia por exercício.

INTRODUÇÃO DO ARTIGO PILATES PARA DOENÇAS REUMÁTICAS.

As doenças reumáticas caracterizam-se primordialmente por desordens inflamatórias que acometem sobrtudo órgãos e articulações (Ceerz et al., 2014), sendo uma das doenças crônicas com maior potencial de induzir limitação física e ademais incapacidade (Junior, 2010). Entre as mais frequentes estão decerto a artrite reumatoide, artrite idiopática juvenil, lúpus, osteoartrose, gota, fibromialgia, espondilite anquilosante e ademais a esclerose sistêmica (Ceerz et al., 2014; Junior et al., 2010; Meesters et al., 2014).

Só para ilustrar: sintomas como dor inflamatória, diminuição de força muscular e rigidez articular são encontrados em grande parte das doenças reumáticas e geram perda de funcionalidade, ao passo que vai afetando a realização das atividades de vida diária (Junior et al., 2010; Harveyl, 2005). Ademais alguns fatores psicossociais como alteração de humor, depressão e por analogia distúrbios do sono, também aparecem constantemente como consequência dessas alterações físicas (Harvey, 2005; Meesters et al., 2014).

Exercícios para regular a progressão das doenças.

Em primeiro lugar geralmente o tratamento das doenças reumáticas consiste no uso de medicamentos específicos para cada patologia, que promovam o controle da dor, dos distúrbios do sono e do humor (Harvey, 2005). Em segundo lugar devemos considerar que a prática regular de exercícios também é um fator importante para controlar a progressão dessas doenças e melhorar o condicionamento físico e a funcionalidade, principalmente naquelas que apresentam risco cardiovascular (Yu et al., 2012; Harvey, 2005; Giuseppe et al., 2015).

Nesses casos e acima de tudo a atividade física traz como benefícios o fortalecimento muscular, condicionamento aeróbio, melhora da qualidade do sono e da qualidade de vida, diminuição dos sintomas de depressão, do quadro álgico e da fadiga muscular e melhora da capacidade cardiorrespiratória (Kelley et al., 2014; Altan et al., 2009; Prado et al., 2013).

professora ensinando exercício de pilates reformer para aluna

PILATES PARA DOENÇAS REUMÁTICAS: UMA ALTERNATIVA REAL

Antes de mais nada devemos saber que um dos exercícios que pode ser praticado de forma segura por indivíduos com doenças reumáticas é o método Pilates (Altan et al., 2012; Altan et al., 2009; Mendonça et al., 2013). Esses exercícios promovem ao mesmo tempo a mobilidade articular e o fortalecimento e alongamento dos músculos, com ênfase na musculatura central (abdômen, paravertebrais, glúteos e períneo) que resultam portanto na estabilização da coluna (Wells et al., 2012; Latey, 2002, Muscolino et al., 2004).

Além disso todos os movimentos integram os princípios de centralização, concentração, controle, precisão, fluidez e respiração. Ademais esses princípios proporcionam principalmente o alinhamento articular, melhora da força muscular e flexibilidade e desenvolvem sobretudo o equilíbrio do corpo e da mente (Wells et al., 2012; Latey, 2002; Altan et al., 2012).

Atualmente, o método Pilates é utilizado para reabilitação de diversas desordens musculoesqueléticas (Latey, 2002), porém, inegavelmente há poucos estudos científicos utilizando esse recurso como tratamento das doenças reumáticas, ao mesmo tempo que não há nenhum estudo que sintetize esses dados. Assim, o objetivo desse estudo é verificar por conseguinte, através de uma revisão sistemática da literatura com ensaios clínicos randomizados, se a prática do método Pilates altera a sintomatologia de indivíduos com doenças reumáticas.

MATERIAL E MÉTODOS

Busca na literatura com intuito de melhorar a pesquisa.

A pesquisa foi realizada com efeito de selecionar ensaios clínicos randomizados que primordialmente avaliaram os efeitos do método Pilates nas doenças reumáticas. Ademais os bancos de dados utilizados na pesquisa foram Medline via Pubmed, Scopus e Science Direct no período de novembro de 2014 a abril de 2015. A estratégia de busca incluiu principalmente um único termo: “Pilates”. As referências de artigos incluídos foram consultadas decerto para identificar outros estudos potencialmente elegíveis.

Antes de mais nada vejamos os critérios de inclusão e exclusão:

Foram incluídos principalmente estudos classificados como ensaios clínicos randomizados publicados em revistas indexadas que avaliaram população com doença reumática submetida sobretudo à intervenção com o método Pilates associada ou não com outras técnicas. Certamente deve-se avisar que foram excluídos artigos incompletos e em outro idioma que não inglês, português ou espanhol.

Os desfechos considerados foram acima de tudo, os efeitos do método Pilates em pacientes com doença reumática.

Seleção dos estudos e extração de dados

            Em virtude de melhorar a pesquisa, a seleção dos artigos foi realizada por dois revisores de forma independente e cega em todas as etapas. Só para exemplificar: quando houve discordância em relação aos critérios de elegibilidade houve tentativa de consenso entre os revisores e caso necessário, um terceiro revisor seria chamado. Logo após, os artigos em duplicata foram excluídos.

Na primeira etapa, foi realizada principalmente a leitura dos títulos dos estudos encontrados. Foram excluídos aqueles que sem dúvida não se enquadravam aos critérios de inclusão deste estudo.

Na segunda etapa, foi realizada a leitura dos resumos dos estudos selecionados na primeira etapa. Novamente, rejeitaram-se aqueles que de modo claro, inegavelmente não se enquadram em qualquer um dos critérios de inclusão determinados.

Na terceira etapa, todos os estudos que não foram eliminados nestas duas primeiras etapas foram lidos por completo para seleção dos que foram incluídos nesta revisão. Logo após foram extraídos dos artigos os dados acerca dos efeitos do método Pilates, incluindo valências físicas e psicológicas.

RESULTADOS

Busca na literatura

            Antes de tudo há de se explicar que dos 1713 artigos identificados, 476 foram excluídos principalmente por serem duplicados entre as bases de dados pesquisadas. Logo após a análise de títulos e resumos, 1210 artigos foram excluídos por não atenderem aos critérios de inclusão e ademais 27 artigos foram selecionados para a leitura do texto completo. Após avaliação dos textos, 21 artigos foram excluídos devido aos seguintes critérios: 20 estudos não eram ensaios clínicos randomizados e um não estava disponível nos idiomas pré-estabelecidos. Novos estudos não foram identificados a partir das listas de referências dos estudos consultados. Portanto, seis estudos foram incluídos na presente revisão. O diagrama de fluxo de seleção dos estudos está exibido na Figura 1.

Características gerais dos estudos

            Certamente as principais características dos seis estudos incluídos encontram-se na Tabela 1. Dois dos seis estudos foram realizados com pacientes com espondilite anquilosante (Altan et al., 2012 e Rosu et al., 2014), um com pacientes com fibromialgia (Altan et al., 2009), um com mulheres com osteoporose pós-menopausa (Küçükçakir et al., 2013), um com jovens com artrite idiopática juvenil (Mendonça et al., 2013) e um com pacientes com esclerose múltipla (Guclu-Gunduz et al., 2014).

O tamanho da amostra variou de 26 (Guclu-Gunduz et al., 2014) a 96 participantes (Rosu et al., 2014) e a faixa etária dos pacientes variou de oito (Mendonça et al., 2013) a 69 anos (Altan et al., 2012). Por conseguinte é bom explicar que quatro estudos incluíram homens e mulheres (Altan et al., 2009, Altan et al., 2012, Rosu et al., 2014, Mendonça et al., 2013) e dois estudos incluíram somente mulheres (Küçükçakir et al., 2013 e Guclu-Gunduz et al., 2014).

Só para exemplificar: diferentes técnicas foram comparadas ao método Pilates e diferentes desfechos foram avaliados.

PILATES PARA DOENÇAS REUMÁTICAS: ANÁLISE DO 1o ESTUDO SOBRE A ESPONDILITE ANQUILOSANTE.

Os efeitos do método Pilates na espondilite anquilosante foram avaliados sobretudo em dois estudos. Ao propósito: o estudo de Altan et al., 2012 foi realizado com 53 pacientes e avaliou os efeitos de um programa de exercícios de Pilates na capacidade funcional durante 12 semanas. Esse desfecho foi analisado principalmente por meio do questionário de Índice funcional de Bath para a espondilite anquilosante (BASFI), além dos desfechos da atividade da doença, mobilidade espinhal, expansão torácica e ademais, qualidade de vida.

A atividade da doença foi mensurada através do questionário Índice de atividade de Bath (BASDAI), composto certamente por seis perguntas relacionadas à rigidez matinal e dores articulares e a qualidade de vida por meio de um questionário específico para a doença (ASQOL). A mobilidade espinhal foi obtida pelo Índice métrico de Bath (BASMI) e complementada pela mensuração da expansão torácica durante inspiração máxima e expiração forçada.

Logo após o período de intervenção, o método mostrou uma melhora significativa na funcionalidade, mobilidade espinhal e atividade da doença quando comparado a um programa de exercícios padrão para o tratamento da espondilite anquilosante. Como resultado final após 12 semanas sem exercícios, esse resultado se manteve apenas para a mobilidade espinhal, não havendo diferença significativa entre as intervenções no destreino.

analise de gráficos

PILATES PARA DOENÇAS REUMÁTICAS: ANÁLISE DO 2o ESTUDO SOBRE A ESPONDILITE ANQUILOSANTE.

O estudo de Rosu et al., 2014 comparou principalmente os efeitos do Pilates na função pulmonar e atividade da doença combinado às técnicas de McKenzie e Heckscher em 96 pacientes. A junção dos três métodos foi realizada para direcionar o tratamento de forma mais funcional às regiões do corpo mais afetadas pela espondilite anquilosante, sendo o método Heckscher para a região cervical e membros superiores, Pilates para a coluna dorsal, abdômen e controle respiratório e Mckenzie para reabilitação pélvica e coluna lombar através da correção da postura em lordose.

Foram avaliados os desfechos dor (Escala Análogo Visual – EAV), atividade da doença e funcionalidade por questionário específico (BASDAI e BASFI), mobilidade espinhal (BASMI, teste de Schober modificado e medida da distância do dedo ao chão), além da função pulmonar através da expansão torácica e capacidade vital por espirometria.

Como resultado , logo após 48 semanas de intervenção, a junção dos três métodos mostrou melhora significativa na dor, mobilidade lombar, atividade da doença, funcionalidade e função pulmonar quando comparado a um protocolo de exercícios de aquecimento, aeróbios e alongamentos. De fato não houve diferença na capacidade vital entre os grupos e a expansão torácica melhorou significativamente apenas no grupo de exercícios convencionais.

mãos segurando analise de gráficos

QUAL A MELHORA SIGNIFICATIVA REALIZANDO PILATES PARA DOENÇAS REUMÁTICAS? ANALIZANDO A FIBROMIALGIA.

Os efeitos do método Pilates também foram avaliados em outras doenças reumáticas. Em 49 mulheres com fibromialgia, um estudo investigou os efeitos do método Pilates na dor, funcionalidade e qualidade de vida (Altan et al., 2009). A dor foi avaliada através da EAV e contagem do número e intensidade álgica de tender points com uso de algômetro. A funcionalidade foi mensurada através do teste de sentar e levantar e a qualidade de vida através da aplicação de dois questionários (Questionário sobre o impacto da fibromialgia – FIQ e questionário do perfil de saúde de Nottingham – NHP).

Após 12 semanas de intervenção, as mulheres que praticaram os exercícios de Pilates apresentaram melhora significativa na dor (EAV) e na qualidade de vida quando comparado àquelas que realizaram um protocolo de alongamentos ativos e passivos seguido de técnicas de relaxamento. Após três meses do término do programa, não houve diferenças significativas das mesmas variáveis analisadas entre os dois métodos de exercícios.

mulher com mãos na cabeça e no pescoço, com dor.

E QUAIS OS EFEITOS PILATES PARA DOENÇAS REUMÁTICAS EM RELAÇÃO A DOR E QUALIDADE DE VIDA? ANALIZANDO A OSTEOPOROSE PÓS-MENOPAUSA

            O efeito de um programa de Pilates nos desfechos dor e qualidade de vida em 60 mulheres com osteoporose pós-menopausa foi comparado com um protocolo de exercícios de extensão torácica durante um ano (Küçükçakir et al., 2013). Esses exercícios eram realizados na posição sentada e praticados em casa por cada paciente. A avaliação da dor foi feita através da EAV e a qualidade de vida por meio de um questionário específico para osteoporose (Qualeffo-41). Também foi avaliada a capacidade funcional dessas mulheres através do teste da caminhada de 6 minutos, teste sentar e levantar e pela contagem do número de quedas.

Após o término da intervenção, todos os parâmetros avaliados mostraram melhora significativa nas mulheres do grupo Pilates comparadas as do grupo controle. O número de quedas não pode ser avaliado estatisticamente devido ao baixo número registrado em ambos os grupos durante o estudo.

mulher com dor provocada por osteoporose

ANALIZANDO OS EFEITOS DO PILATES PARA DOENÇAS REUMÁTICAS: A ARTRITE IDIOPÁTICA

Os efeitos do método Pilates na qualidade de vida de 50 jovens com idades de oito a 18 anos com artrite idiopática juvenil foram analisados durante um período de seis meses (Mendonça et al., 2013). Os exercícios de Pilates foram realizados no solo e ademais em quatro equipamentos específicos do método (Reformer, Cadillac, Barrel e Chair). Ese exercícios foram sobretudo adaptados conforme a capacidade física e cognitiva de acordo com a faixa etária dos participantes.

A qualidade de vida foi mensurada através do questionário PedsQL 4.0, utilizado especificamente para crianças e adolescentes. Para relevância clínica desse mesmo desfecho, também foram utilizadas a EAV para avaliação da dor articular, escala pediátrica pEPM-ROM para amplitude de movimento de 10 articulações e o questionário CHAQ para avaliar o grau de incapacidade nas atividades da vida diária.

Logo após seis meses de intervenção, houve melhora significativa em todas as variáveis mensuradas nos indivíduos que praticaram Pilates quando comparado a um grupo que realizou um protocolo de exercícios de aquecimento, fortalecimento e alongamento muscular.

Ademais disso a melhora da qualidade de vida foi observada surpreendentemente tanto pelos participantes quanto pelos responsáveis dos mesmos. O método Pilates mostrou ter um impacto físico e psicológico positivo na qualidade de vida de pacientes com artrite idiopática juvenil por meio da diminuição na intensidade da dor, melhora da amplitude de movimento e sobretudo da capacidade funcional.

homem com artrite na mão

PILATES PARA DOENÇAS REUMÁTICAS: ESCLEROSE MÚLTIPLA.

Em um estudo com 26 mulheres com esclerose múltipla de leve a moderada, Guclu-Gunduz et al., 2014 compararam os efeitos do método Pilates com um programa de exercícios ativos durante dois meses. Os exercícios de Pilates foram realizados no solo com uso de acessórios e em diferentes decúbitos, enquanto os exercícios ativos foram realizados em casa por cada paciente, estimulando a respiração diafragmática. Os desfechos avaliados foram: equilíbrio, baseado na escala de Berg e Escala ABC (Activities specific balance confidence), mobilidade funcional através do teste de caminhar e levantar cronometrado (Timed up and go) e força muscular de membros superiores e inferiores com o uso de dinamômetro portátil. Após o período de intervenção, o método Pilates mostrou melhora significativa nas variáveis avaliadas, sendo considerado efetivo para aprimorar o equilíbrio, mobilidade e força muscular em mulheres com esclerose múltipla.

Avaliação da qualidade

            A qualidade metodológica de cada estudo incluído foi avaliada de forma independente por dois revisores a partir da Escala PEDro, as divergências foram discutidas e sanadas as dúvidas a classificação dos estudos foi exibida na Tabela 2.

estudo de caso de pilates para doenças reumáticas, parte 1
estudo de caso de pilates para doenças reumáticas, parte 2

DISCUSSÃO

            O método Pilates mostrou ser mais efetivo e seguro em todas as doenças reumáticas analisadas (Altan et al., 2009; Altan et al., 2012; Küçükçakir et al., 2013; Rosu et al., 2014; Mendonça et al., 2013; Guclu-Gunduz et al., 2014) quando comparado a outras técnicas de tratamento, não apresentando nenhum efeito adverso.

            As informações sobre esse assunto são escassas e de qualidade metodológica moderada e a heterogeneidade clínica não possibilitou a realização de metanálise. Fibromialgia, espondilite anquilosante, osteoporose pós-menopausa, esclerose múltipla e artrite idiopática juvenil foram as patologias avaliadas pelos estudos clínicos randomizados incluídos nesta revisão. Os principais desfechos analisados foram dor, qualidade de vida, capacidade funcional, atividade da doença e funcionalidade.

             Segundo Fernández-de-Las-Penãs et al., 2005 nem todos os exercícios são benéficos para a espondilite anquilosante e se faz necessário estabelecer um protocolo de tratamento cinesioterapêutico para a doença. Os autores comprovaram que exercícios de reeducação postural global (RPG) geram melhores resultados nos índices BASFI, BASDAI e BASMI quando comparados a fisioterapia convencional, composta por exercícios pulmonares e de flexibilidade.

PILATES PARA DOENÇAS REUMÁTICAS: RECEBENDO AJUDA DO RPG E ALONGAMENTO.

Segundo os autores, por ser um método global e enfatizar cadeias musculares, os resultados do RPG foram superiores ao alongamento analítico que é utilizado na fisioterapia por não haver integração entre os músculos.

Os dois estudos sobre a doença avaliados nesta revisão também obtiveram resultados positivos com o método Pilates, comprovando ser uma técnica segura e que pode ser utilizada como uma alternativa de tratamento para indivíduos com espondilite anquilosante. De acordo com Dagfinrud et al., 2005 a fisioterapia deve ser realizada de maneira contínua e em todos os estágios da doença, já que os seus benefícios na prevenção de limitações funcionais e na recuperação de uma mobilidade articular adequada somente são observados no momento em que o paciente os realiza.

Possivelmente, por essa razão, não houve alterações significativas das variáveis analisadas no destreino quando comparadas aos valores basais no estudo de Altan et al., 2012.

PILATES PARA DOENÇAS REUMÁTICAS: ARTRITE REUMATÓIDE JUVENIL.

            No estudo avaliado sobre Pilates e artrite reumatoide juvenil, os efeitos do método foram positivos, podendo ser considerado parte de um programa de reabilitação para esses pacientes. Segundo Klepper, 2003 exercícios em terra com pequeno impacto promovem maior fortalecimento muscular e funcionalidade quando comparados aos praticados em meio aquático, sendo a utilização de carga importante para o desenvolvimento ósseo.

Esses achados reforçam a importância dos resultados encontrados com o método Pilates em crianças com artrite idiopática juvenil por ser uma atividade de baixo impacto e que utiliza a resistência elástica de molas (Mendonça et al., 2013). Klepper, 2013 também sugere que a escolha dos exercícios seja feita conforme as necessidades, objetivos e preferências de cada criança, sendo que aqueles praticados em grupo, quando possível, promovem melhores resultados físicos e sociais.

PILATES PARA DOENÇAS REUMÁTICAS: CONCLUSŌES SOBRE EFEITOS NA ESCLEROSE MÚLTIPLA.

            Assim como os achados de Guclu-Gunduz et al., 2014 Freeman et al., 2010 demonstrou que um programa de Pilates durante oito semanas com ênfase no fortalecimento da musculatura estabilizadora do tronco promove a melhora do equilíbrio e mobilidade articular em oito pacientes com esclerose múltipla. Dalgas et al., 2008 relata que ambos exercícios de resistência e força são bem tolerados e benéficos para esses indivíduos, porém, deve-se avaliar individualmente a capacidade e as necessidades de cada paciente para determinar o tratamento mais adequado.

PILATES PARA DOENÇAS REUMÁTICAS: CONCLUSŌES SOBRE EFEITOS NA OSTEOPOROSE.

            Schröder et al., 2012 comparou a prática de exercícios funcionais e de estabilização com fisioterapia convencional em indivíduos com osteoporose e concluiu que aqueles proporcionam melhores resultados para a diminuição da dor e melhora da funcionalidade e qualidade de vida. Esses achados vão ao encontro do estudo de küçükçakir et al., 2013 avaliado nesta revisão. Howe et al., 2011 afirmam que a prática de exercícios melhora a densidade óssea em mulheres com osteoporose pós-menopausa quando comparado a mulheres sedentárias.

Em uma meta-análise, os autores concluíram que exercícios dinâmicos de alta intensidade como corrida e dança são os mais indicados para melhora da densidade óssea do quadril quando comparado a exercícios de baixa intensidade, como caminhada e Tai Chi. Já para a densidade óssea da coluna vertebral o mais indicado é um programa de exercícios combinados, ou seja, mais de um tipo de exercício. Em relação ao risco de fraturas, nenhum dos exercícios avaliados pelo estudo mostrou diferença significativa, variável que não pode ser avaliada por Küçükçakir et al., 2013 devido ao baixo número amostral.

PILATES PARA DOENÇAS REUMÁTICAS: EFEITOS DIRETOS APRECIADOS NA FIBROMIALGIA.

            Gowans et al., 2001 demonstrou que um programa de exercícios de alongamento e aeróbios promovem melhora do humor e da funcionalidade em pacientes com fibromialgia. Resultados semelhantes foram encontrados pelo estudo de Altan et al., 2009 avaliado nesta revisão. Porém, embora exercícios em geral melhorem a capacidade física desses pacientes, Jentoft et al., 2001 relatam que melhores resultados de diminuição da ansiedade, dor e depressão são obtidos quando um protocolo de exercícios combinados (aquecimento, aeróbio, fortalecimento, alongamento e relaxamento) são realizados em meio aquático.

CONCLUSÃO

            Os exercícios do método Pilates promovem impacto positivo na qualidade de vida e na funcionalidade, melhorando a mobilidade articular, fortalecimento muscular, diminuição da dor e da atividade da doença em pacientes com espondilite anquilosante, fibromialgia, artrite idiopática juvenil, osteoporose pós-menopausa e esclerose múltipla.  

Apesar dos resultados obtidos com a prática de Pilates serem superiores as técnicas avaliadas nessa revisão, o método não substitui um programa de exercícios convencionais indicados para cada patologia analisada, mas pode ser incluído como uma modalidade de cinesioterapia. As pesquisas já realizadas não apresentam uma padronização do método e essa variabilidade pode interferir na conclusão dos estudos, além de ser um fator limitante para comprovar a eficácia do método cientificamente.

mulher fitness

Artigo escrito por Ge Horak , fisioterapeuta e da mesma forma profissional de pilates.

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