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A Prática De Pilates Para Tratamento De Lesões No Manguito Rotador!

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Cada vez mais a prática de Pilates está sendo reconhecida para o tratamento de lesões. Pois, é uma ferramenta muito importante para reabilitar nossos músculos e articulações.

Por isso, quando falamos das principais lesões no mundo do esporte e também no dia a dia, o Pilates pode ser a solução. A lesão no manguito rotador, que fica no nosso ombro, é uma delas.

Portanto, continue lendo o artigo até o final para entender como a prática de pilates ajuda no tratamento de lesões e, especificamente, como atua na recuperação de um ombro lesionado.

A prática de Pilates para tratamento de lesões

A prática de Pilates para tratamento de lesões

A prática de pilates tem como objetivo trabalhar todo o seu corpo para fortalecer, dar equilíbrio e sustentação. O grande diferencial dessa prática é que ele não foca em um músculo, ou uma parte do corpo específica.

A ideia é que seja um exercício integrado que trabalhe todo o seu corpo ao mesmo tempo. Por isso, é uma das melhores práticas de fortalecimento, conscientização corporal, coordenação motora, equilíbrio e muito mais.

Outro objetivo é trabalhar também a parte mental junto com a física. Pois, é uma prática que trabalha com a respiração e leveza, dando uma movimentação bem fluida, o que gera um relaxamento e bem-estar no praticante.

Por todos esses benefícios, é uma das principais práticas quando falamos de prevenção e tratamento de lesões. Por isso, muitos atletas fazem pilates quando estão lesionados, ou até antes, para evitar que aconteça.

Afinal, é uma prática que trabalha o controle da pessoa sobre seu corpo. Ela exige uma precisão altíssima para os seus movimentos, prestando sempre atenção à postura, respiração e fluidez.

Tudo isso já faz com que o praticante evite lesões, por fortalecer o corpo e ter uma maior consciência corporal. Mas, ele também é usado para o tratamento dessas lesões.

Isso porque o seu próprio criador era enfermeiro do exército e foi com essas técnicas que ele estabilizava os seus pacientes. Com o passar do tempo, os exercícios foram aperfeiçoando e hoje em dia é muito conhecido para recuperação, atuando como uma terapia junto com a fisioterapia.

Várias lesões, como no joelho, ombros, articulações, entre outras, podem ter uma recuperação melhor e mais rápida com a ajuda do Pilates.

Como funciona o Pilates para tratamento de lesões?

Muitas pessoas se surpreendem, desde o início dessa prática, pois o exercício muitas vezes não é feito no mesmo local da lesão. Isso é possível porque o tratamento feito pela prática de Pilates tem foco na circulação.

A ideia é que a técnica irá melhorar a circulação do seu corpo, facilitando a recuperação da área lesionada. Os exercícios vão variar de acordo com a sua lesão.

Cada patologia vai indicar um exercício e tratamento diferente, que geralmente deve ser feito junto com a fisioterapia. Os exercícios podem ser livres, que são os feitos na Pilates Solo, ou Mat Pilates, ou então em aparelhos.

Como a Pilates com aparelhos dá um suporte maior para o corpo, acaba sendo muito utilizada por pessoas lesionadas. Esses aparelhos possuem molas que podem absorver a resistência e tornar o movimento mais fácil, ou mais leve.

Mas, as molas podem também aumentar a resistência. Esses exercícios acabam atuando na musculatura completa do corpo. Além disso, a reabilitação é feita ao melhorar a sua força, coordenação, mobilidade e melhorar a sua movimentação.

A ideia é que seja feito o movimento certo, na carga adequada para o paciente. A grande vantagem é que são muitos os benefícios e são exercícios de pouco impacto.

É tudo feito de acordo com o ritmo do paciente e lentamente é feita uma progressão, de acordo com o seu avanço. Por isso, é fundamental ter sempre um instrutor acompanhando o seu desempenho.

Ainda, algumas pessoas substituem a fisioterapia por pilates, mas nem sempre isso é o indicado. Na grande maioria dos casos, o indicado é fazer os dois, pois eles podem se complementar.

De qualquer maneira, é preciso ter o apoio de profissionais, tanto da saúde quanto de um instrutor de pilates, para evitar piorar a sua lesão ao forçar muito fazendo exercícios.

Como o Pilates pode atuar em lesões no ombro?

Como a Pilates pode atuar em lesões no ombro

O nosso ombro é uma parte do corpo fundamental para tudo. Sem dúvidas, nós o movimentamos todos os dias, para as mais diferentes atividades.

Seja para atividades do dia a dia, ou então para exercícios físicos. Por isso, uma lesão nessa região pode ser muito prejudicial para a sua qualidade de vida.

A articulação do nosso ombro é uma das mais delicadas do nosso corpo, exatamente por ser a articulação que tem a maior mobilidade. Ter muita mobilidade torna a articulação do ombro muito instável.

Pois, há uma longa oscilação quando nos movimentamos e muitas vezes a força da gravidade facilita lesões na região. Por isso, é também uma das regiões mais comuns de lesionar, principalmente para atletas.

Antes de entender o que é essa lesão específica, é importante entender como funcionam as articulações do ombro. Na verdade, elas são um complexo articular que conta com 5 articulações, são elas:

  • Gleno-humeral;
  • Subcromial ou supraumeral;
  • Escapulotorácica;
  • Acropmiclavicular;
  • Esternoclavicular.

Esse conjunto de articulações permite que o nosso ombro faça movimentos em 3 direções diferentes. É possível fazer movimento de extensão, flexão, adução e abdução.

Além disso, é possível também fazer rotações internas, externas, circundação e flexo extensão horizontal. Além disso, essas movimentações só são possíveis por conta dos ligamentos e músculos no entorno, que protegem essa junção.

As principais ligações da região são chamadas de coracohumeral e gleunoumeral. Por outro lado, os músculos da região possuem diferentes funções.

Alguns trabalham para unir o úmero na cavidade glenóide, enquanto outros tem o objetivo de não deixar que a cabeça do úmero se desloque.

Pois, uma das lesões mais comuns na região é quando há esse descolamento da cabeça do úmero, quando a pessoa pega uma carga muito grande ou simplesmente dá um mal jeito, pela ação da gravidade.

O que é a lesão no manguito rotador?

Falamos sobre o funcionamento do ombro exatamente porque a lesão do manguito rotador é exatamente no ombro. Ter o seu ombro lesionado prejudica muito o seu dia a dia.

Além da dor, você tem todo o movimento do seu braço limitado, sem conseguir nem se vestir direito sozinho muitas vezes. A lesão no manguito rotador é uma das lesões mais comuns na área do ombro.

Ou seja, ocorre uma inflamação no local, que faz com que você sinta dor e não consiga se movimentar direito. A área do manguito rotador possui alguns músculos, são eles: supraespinhal, infraespinhal, subescapular e redondo menor.

Na maioria das vezes que falamos de lesão no manguito rotador, estamos falando mais especificamente sobre tendinite no tendão do músculo supraespinhal e em parte do bíceps braquial.

Mas, não é só essa a lesão que pode ocorrer no manguito rotador. É uma lesão muito comum exatamente por ter vários fatores que podem causá-la, como por exemplo traumas, ou até mesmo micro traumas, que ocorrem repetidamente.

Além disso, pode acontecer quando você usa o seu ombro e seus músculos excessivamente durante a musculação ou atividades físicas. A sobrecarga, que pode ser em atividade física, ou no trabalho, por exemplo, também pode ser o causador.

Muitas pessoas que possuem esse problema tem um trabalho que faz com que ela precise estar levando o braço acima da cabeça toda hora.

Também, é um problema que pode ocorrer mais facilmente em pessoas mais velhas, por conta de um processo degenerativo, o ombro pode ser mais instável e menos móbil, o que facilita a lesão.

Quando ocorre a lesão no manguito rotador é muito difícil realizar os movimentos que o ombro geralmente realiza, como abdução, flexão e rotação. Pois, é muita dor, principalmente à noite, quando o paciente pode acabar mexendo muito.

Como a prática de pilates atua no tratamento de lesões no manguito rotador?

Como a prática de pilates atua no tratamento de lesões no manguito rotador

Antes de mais nada, o instrutor de Pilates precisa fazer uma amnese. Isto é, uma avaliação fisioterapêutica para entender a gravidade da lesão e exatamente onde ela se encontra.

Para isso, o profissional precisa fazer um questionário para o paciente. Pois, precisa saber qual é a parte exata do corpo que dói e quando dói.

Ou seja, qual movimento ou posição que causa dor. Além disso, é preciso avaliar também quanto o paciente consegue movimentar sem sentir dor.

Outra questão que precisa ser estudada antes de passar o exercício é qual está sendo o tratamento que ele já está fazendo, além dos medicamentos que estão sendo utilizados. Também não se pode esquecer de avaliar se é a primeira vez que isso acontece, ou se é algo frequente.

Com isso, o instrutor precisa saber também qual foi o movimento que causou essa lesão, ou se foi uma repetição que causou. Com todas essas informações o instrutor já terá tudo que precisa para fazer o melhor exercício para o aluno.

Além das questões mencionadas, é muito importante também levar em consideração a idade do aluno. Pois, o exercício pode mudar de acordo com isso.

Em geral, o profissional vai pedir para o aluno fazer uns movimentos, para que ele possa ver o que acontece, quais músculos afetados e quando exatamente dói. O ideal é que o trabalho com a Pilates comece depois da fase aguda.

Chamamos de fase aguda a fase onde há maior dor, logo após a lesão. Portanto, o melhor momento de iniciar a reabilitação com pilates é depois que o aluno já fez o seu tratamento com a fisioterapia, ou está fazendo ainda. Mas, o mais importante é que o aluno tenha liberação médica para isso.

Procedimento do pilates no tratamento de lesões no manguito rotador

O trabalho de reabilitação com a prática de pilates deve ter alguns fatores que são essenciais. Pois, eles que irão levar à recuperação do ombro do aluno.

Um dos objetivos é a estabilização estática e dinâmica da articulação, além da estabilização da escapulo torácica. Ainda, nos exercícios deve buscar fazer a dissociação de movimento do úmero e da escapula.

Além disso, um dos principais objetivos da prática de Pilates na reabilitação é fortalecer e mobilizar a articulação do ombro. Então, é importante que todos esses conceitos que foram aprendidos e exercícios sejam levados também para fora da aula.

Principalmente se o ombro é muito usado no trabalho. A vantagem da Pilates é que o aluno aprende técnicas que pode seguir usando para se fortalecer e evitar que mais lesões como essa ocorram no futuro.

A estabilização da articulação do ombro só vai acontecer se o aluno conseguir sentir bem o seu corpo. Ou seja, sentir o movimento da escapula e todos os músculos que ele está trabalhando.

Em alguns casos, são feitas mobilizações para que seja possível entender o que é preciso para estabilizar a articulação. Essa estabilização pode ser feita com alguns exercícios variados.

Uma técnica muito usada é quando você faz movimentos contrários, como proteção e retratação, depressão e elevação, adução e abdução, por aí vai. Fazendo esses movimentos você consegue comparar o que acontece, em relação a posição neutra da escápula.

Assim, é possível que o profissional veja tranquilamente a estabilização. Esses exercícios devem ser sem carga, com vários movimentos, sem que haja alguma dor.

Aos poucos, o aluno vai avançando e sentindo que está fazendo o movimento mais facilmente. É fundamental que esses movimentos sejam feitos sem causar dor. Por isso, é preciso saber qual é a amplitude máxima possível sem que isso aconteça.

Testes que podem ser feitos

Como falamos antes, perguntas e testes devem ser feitos para que o instrutor consiga saber exatamente como tratar o problema. Por isso, separamos aqui os principais testes. São eles:

  • Impacto de Neer: Elevando o membro superior do praticante, depois dele ser rodado medialmente pelo instrutor. Ficar de olho na expressão do aluno para saber se houve dor no ântero-inferior do acrômio.
  • Jobe: Esse teste é feito levando o ombro a abdução à 90º com rotação neutra. Depois, deve rodar o ombro medialmente para ficar no ângulo de 30º e para frente, com o polegar para baixo. Causando dor, o problema é no supra-espinhoso.
  • Gerber: Coloca o dorso da mão para trás, na altura do cóccix. Então, o aluno deve empurrar a mão, afastando das costas. Se o praticante não conseguir fazer isso, é porque a lesão é no subescapular.
  • Speed: O aluno deve flexionar o ombro e o instrutor fazer uma resistência, em movimento de supinação no antebraço. Caso haja dor, é lesão no sulco biciptal.
  • Infra-Espinal: Com o cotovelo a 90º e o úmero a 45º o instrutor deve fazer uma força de rotação média para que o aluno tente opor. Se houver dor, há lesão no infra-espinal.

Quais são os melhores exercícios?

Os melhores exercícios são aqueles indicados pelo instrutor. Ninguém deve fazer exercícios por conta própria pois é muito perigoso.

Mas, existem alguns exercícios que são os que os professores mais fazem, por trazerem bons resultados. Por exemplo, exercícios ativos utilizando equipamentos.

Para lesões, muitas vezes, a modalidade da Pilates mais utilizada é a com aparelhos, como já mencionamos. Então, para mobilizar a articulação e conseguir manter a estabilidade dinâmica da escápula exercícios em aparelhos são recomendados.

Um muito comum é o levantamento e retração no Cadilac, que é um aparelho. Esse exercício pode ser feito usando uma barra com molas de cima.

Para fortalecer os músculos da região, é recomendado contrações isométricas na posição que é chamada de neutra do ombro. Para isso, podemos usar um aro ou uma bola não muito grande, intercalando usando os dois braços ou não.

Esses são os exercícios mais usados para esses casos. Mas, conforme o praticante vai fazendo o treino, a sua mobilidade e estabilidade vão melhorando.

Por isso, é preciso ir fortalecendo sempre essa articulação. Esse fortalecimento pode ser feito com exercícios isométricos.

Conforme vai avançando, podemos adicionar exercícios isotônicos, concêntricos e também excêntricos. Tudo isso é possível com os equipamentos certos de Pilares.

A carga usada nesses exercícios deve começar bem baixa, e ir aumentando aos poucos. Alguns equipamentos muito utilizados são:

  • Reformer: Para fazer expansão torácica, através do remo, tanto para frente e para traz. É possível fazer também série de braços e pulling straps.
  • Chair: Fazer tração e retração, alternando os braços, em posição de bruços. É possível também fazer rotação da coluna e propensa.
  • Barra de push-through: Fazer a barra com as molas para cima, fazendo movimento concêntrico e excêntrico.

Conclusão

Conclusão

Portanto, agora você sabe tudo sobre como usar a prática de Pilates para tratamento de lesões. Principalmente na área do ombro, conhecida como manguito rotador. 

O importante, independente da área do corpo que você deseja recuperar, é procurar um profissional para isso. Não faça os exercícios por conta própria e nem inicie a prática de Pilates sem o seu médico liberar. 

É o melhor para sua saúde e recuperação rápida. Aos poucos, o nível de dificuldade dos exercícios vai aumentando e você vai recuperando a sua movimentação. 

E aí, esse artigo lhe ajudou a entender as vantagens da Pilates na reabilitação do seu ombro? Se sim, comente aqui o que achou!

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